A matéria a seguir é a primeira de uma série de colaborações de diferentes pessoas, de diferentes pensamentos que vão aqui expressar seus pensamenos e opiniões. O Primeiro deles será do João Machado, estudante e amante da música italiana que vai falar sobre a música sobre ela nos dias de hoje no Brasil.

           Quando se fala em música italiana, brasileiros logo pensam em Laura Pausini, Eros Ramazzotti ou Pavarotti. Grandes artistas, principalmente o último, que se projetaram fora da Itália. O que me irrita, como amante da Música Popular Italiana, é a falta de divulgação da música deles para o mundo. São tantos os bons artistas e tão poucos que explodem fora da Itália. Não é por falta de conteúdo, muito pelo contrário! Existem artistas maravilhosos, com conteúdos monstruosamente gostosos aos bons ouvidos. Talvez a música não seja tão exportada por ser muitas vezes orquestrada e romântica, mesmo sendo moderna. Hoje em dia as pessoas ligam menos para letras e se ligam mais no chibum chibum… E Por que não podemos juntar chibum chibum com boas letras? Dolcenera é uma boa para quem gosta de misturas que dão certo. O mesmo eu digo para Noemi e Nina Zilli que se destacaram no famoso festival de SanRemo no início de 2012. Festival muito famoso por revelar grandes artistas como Mina Mazzini, Ornella Vanoni e Patty Pravo.

          Mina, hoje uma senhorinha, tem sua própria gravadora. Já gravou mais de cinquenta discos de inéditas, participou do império da TV RAI. Casou, descasou-se. Teve dois filhos, Benedetta e Massimiliano que é compositor, arranjador e produtor da gravadora da mãe. Foi alvo da imprensa paparazzi, por muitas vezes pior que a brasileira. Em 1978 no auge de sua carreira, quando faria uma turnê mundial, anunciou sua despedida dos palcos. Faria apenas mais dois shows de despedida na mesma semana. Mina não se considera uma cantora e sim uma mulher que canta. De 78 até hoje ela não tem costume de aparecer em público, grava e vende muito bem seus cd’s inéditos lançados quase que todo ano, com ótimas colocações nas paradas de sucesso.

          Patty e Ornella continuam abalando o público com seus belos shows. Aliás, essa é outra coisa que me chama muita atenção na Itália. Os cantores das antigas, se renovam e agradam o público jovem. Coisa difícil de acontecer em outros países. Patty, Ornella e Mina tem prá lá de seus setenta anos e continuam a agradar a todas as gerações.

          Mas a música italiana não se resume ao gênero romântico, tem rock político também. Bom exemplo disso é Renato Zero, Loredana Berté e sua irmã Mia Martini (1947-1995), que tem carreiras separadas. Esses três citados são apenas os mais famosos “das antigas” por suas carreiras bastante polêmicas por suas músicas que abordam temas como separação familiar, sexualidade e afins. Um exemplo está na famosa música de Mia, “Amore Amore Amore è um corno”. Loredana e Renato também continuam em plena atividade! Na atualidade eu destaco Emma Marrone, que ganhou o Festival de SanRemo com “Non è L’Inferno” e Fiorella Mannoia, uma grande mulher que canta a realidade.

          Para mim é difícil demais falar da cultura musical italiana, pois ela é tão grande e bonita como a brasileira. É muito difícil resumir em palavras o quão é prazeroso escutar a música natural deste país. É difícil dizer dos dialetos, dos gêneros, dos cantores e tudo mais. Ao menos estrutura eles tem. Ao contrário do Brasil, é difícil ver um artista italiano morrendo de fome, a ponto de uma mulher que canta não precisar fazer shows para sobreviver.

João Machado

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